Geração da própria energia elétrica – É um direito Seu

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Você sabia que, a partir do dia 1º de março de 2016, entraram em vigor as novas regras da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) para geração de energia elétrica distribuída?

A publicação da nova resolução normativa n.687 (em complemento à Res.482/2012) trazem incentivos para o desenvolvimento da geração própria de energia elétrica em edifícios comerciais ou residenciais.

Na prática, significa que o consumidor tem o direito de produzir sua própria energia elétrica e assumir o controle de sua conta, podendo também se associar com interessados e compartilhar a geração. A conexão com a rede elétrica da concessionária garante que não haverá falta de energia, sendo que o excedente gerado é compensado em outro horário.

Mas cuidado: não se deve confundir a geração de energia elétrica (fotovoltaica) com o aquecimento de água (térmica). Ambas utilizam módulos muito parecidos para captar a energia do sol; porém o módulo fotovoltaico converte a energia solar em eletricidade e o módulo térmico em calor.

Atualmente, já são mais de 5 mil conexões realizadas no Brasil, sendo que a fonte mais utilizada pelos consumidores-geradores é a solar fotovoltaica. Antes de decidir, entenda um pouco mais sobre o modelo de funcionamento para aplicação em condomínios:

-> Sistema de Compensação, o que é?

O modelo de geração de energia elétrica distribuída adotada no Brasil é chamado de “compensação” de créditos, quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser compensados para diminuir a conta de luz. Os créditos tem validade de 60 meses.

-> Geração em condomínios ou múltiplas unidades

Em condomínios, também reconhecidos como empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras, os créditos de energia gerada podem ser repartidos entre os condôminos em percentuais definidos pelos próprios consumidores, seja utilizando as contas individuais (próprias residências) ou via conta do condomínio.

A(s) fonte(s) geradora(s) deve(m) estar na mesma área de propriedade do condomínio ou empreendimento.

Áreas ociosas como telhados e estacionamento são potenciais candidatos para receber módulos fotovoltaicos. Também, a criação de áreas de sombra pode ser feita com módulos fotovoltaicos, garantindo uma dupla utilidade para o investimento.

Veja a simulação para um sistema pequeno (20 módulos e inversor de 5 kW):

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Ficou interessado? Aqui vão mais umas dicas:

– Converse com outros moradores do seu condomínio. Troque ideias sobre este tema atual e procure auxílio técnico para responder adequadamente as dúvidas;
– Você pode fazer a instalação em etapas. É possível começar com sistemas menores e depois ir crescendo. Faça estudos preliminares e leve para discussão nas reuniões de condomínio;
– O correto dimensionamento do sistema, as conexões com a rede existente, prevenções contra o risco de descargas atmosféricas, assim como o relacionamento com a Concessionária devem ser feitos por Engenheiros Eletricistas, que são os profissionais habilitados para este tipo de atividade.

Quer saber mais sobre a regulamentação?
Clique aqui e baixe o Caderno temático Micro e Minigeração Distribuída

Dilsonei Rigotti Autor: Engenheiro Eletricista Dilsonei Rigotti
Sobre o autor: Dilsonei Rigotti possui vinte e oito anos de vivência em projetos de Engenharia, com ênfase em Energia. Atuação como projetista, orçamentista e coordenador de instalações elétricas prediais e industriais. Engenheiro Eletricista em indústria de transformadores. Engenheiro líder em projetos e obras de infraestrutura para operadoras de telecomunicações. Especialista de infraestrutura para sites e centrais de telefonia móvel. Gerente técnico em construção de subestações de alta tensão, canalizações para fibra óptica e gás. Engenheiro projetista de Centrais de Telecomunicações, coordenador técnico do setor de projetos de missão crítica. Especialista em implantação de projetos de geração de energia fotovoltaica e eficiência energética.
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   1 comentário


  1. Marcos Valério de Castro Júnior
      17 de novembro de 2016

    Excelente artigo. Complementando, é importante também deixar disponível o telhado dos condomínios para instalação particular de Sistema Fotovoltaico àqueles proprietários que queiram fazer a instalação em benefício (e investimento) próprio.

    Aqui no meu prédio votamos e colocamos em ATA que, caso um morador queira utilizar parte do telhado para sistema próprio e não haja custos ao condomínio, o telhado possa ser utilizado.

    Marcos
    Síndico Cond. Pedro Scheidt

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